Internautas fazem abaixo-assinado contra visita de papa ao R.Unido

Londres, 3 fev (EFE).- Um abaixo-assinado na internet em protesto contra a visita neste ano do papa Bento XVI ao Reino Unido já conta com 4 mil assinaturas, segundo seus organizadores.

EFE |

A campanha foi organizada pela Sociedade Secular Nacional (NSS) em protesto contra declarações feitas pelo papa nesta semana nas quais pedia aos bispos a combater com "zelo missionário" o projeto de lei de igualdade do Governo britânico.

Em sua carta aos 35 bispos católicos da Inglaterra e do País de Gales, Bento XVI criticou publicamente pela primeira vez as novas leis britânicas contra a discriminação por motivos sexuais ao destacar que elas "impõem restrições injustas à liberdade das comunidades religiosas de proceder de acordo com suas crenças".

O presidente da NSS, Terry Sanderson, citado hoje por "The Times", disse que custará aos contribuintes 24 milhões de euros a visita de um papa que "já indicou que vai atacar a igualdade de direitos e promoverá a discriminação" dos homossexuais.

Nesta semana, esse grupo lançará uma coalizão denominada "Protesto contra o papa", integrada por grupos de homossexuais, vítimas da pedofilia de padres, organizações de planejamento familiar e grupos pró-aborto, que pretendem realizar manifestações durante a visita do pontífice.

O ativista de defesa dos direitos humanos e dos homossexuais Peter Tatchell, qualificou as palavras do papa de ataque aos direitos legais outorgados à comunidade gay.

"Sua desinformada acusação de que nossas leis de igualdade atentam contra a liberdade religiosa indica que apoia o direito das igrejas a discriminar segundo sua moral religiosa e exige que estejam acima das leis", disse Tatchell.

Enquanto isso, a ministra da Igualdade e vice-presidente do Partido Trabalhista, Harriet Harman, desistiu, segundo "The Times", de levar adiante um confronto direto com os líderes das duas igrejas, católica e anglicana, para não prejudicar a visita do papa.

Harman tinha protagonizado uma longa disputa com as igrejas e organizações religiosas, que querem se eximir das leis contra a discriminação no trabalho de pessoas por sua orientação sexual. EFE jr/sa

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