Interior do planeta Marte é mais frio do que se pensava

Washington - As observações de Marte feitas pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter revelaram que a crosta e o manto superior de Marte são mais rígidos e frios do que se pensava, informou hoje o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa.

EFE |

A descoberta sugere a existência de água em forma líquida sob a superfície, possibilitando a existência de organismos vivos nesse ambiente que poderiam viver em zonas mais profundas do que poderia se suspeitar, explicou o organismo da Nasa em comunicado.

"A rochosa superfície de Marte não cede sob o peso da camada de gelo do pólo norte", declarou Roger Phillips, cientista do Instituto Southwest de Pesquisas em um relatório publicado hoje pela revista "Science".

"Isto faz com que o interior do planeta seja muito mais rígido e, portanto mais frio do que achávamos antes", afirmou.

A sonda Phoenix da Nasa aterrissará no dia 25 deste mês em uma zona próxima ao pólo norte marciano para estudar a água que se encontra sob a superfície do planeta, assim como para analisar sua estrutura geológica.

"Nas nossas primeiras análises dentro da calota polar usando o radar do Mars Reconnaissance Orbiter podemos ver claramente formações de material congelado que traçam a história climática de Marte", explicou Jeffrey Plaut, cientista do JPL, acrescentando que "o radar abriu um novo caminho para estudar o passado de Marte".

O comunicado do JPL revelou que as imagens enviadas pelo Mars Reconnaissance Orbiter mostram um limite plano entre a camada de gelo e a crosta rochosa.

Na Terra o peso de uma camada de gelo similar teria causado um deslocamento dessa superfície e o fato de que isso não tenha ocorrido em Marte significa que sua camada exterior, ou litosfera, deve ser muito grossa e fria, manifestou o JPL.

"A litosfera de um planeta é a parte rígida. Na Terra, a litosfera é a parte que se racha durante um terremoto", explicou Suzanne Smrekar, subdiretora científica do projeto do Mars Reconnaissance Orbiter do JPL.

"A capacidade de seu radar de ver através da camada de gelo e determinar que não existe uma deformação da litosfera nos dá pela primeira vez uma idéia das temperaturas no interior de Marte", acrescentou.

Segundo o JPL, a descoberta de que a litosfera marciana é muito mais grossa significa que a água líquida debaixo da superfície teria de estar em zonas muito mais profundas e onde as temperaturas sejam propícias para o degelo.

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