Intensos combates no segundo dia da operação dos EUA no Afeganistão

O Exército dos Estados Unidos deu prosseguimento, nesta sexta-feira, a ampla ofensiva lançada na véspera contra os talibãs no sul do Afeganistão, onde seus soldados já começaram a enfrentar os rebeldes.

AFP |

Militares americanos estão travando "intensos combates" no sul do setor, declarou o general Larry Nicholson, comandante da operação militar, no distrito de Garmser, na província de Helmand, feudo dos talibãs.

Estes soldados "terão que encarar duros desafios", acrescentou o general, embarcado em um comboio onde também está um jornalista da AFP.

Ao contrário, outras tropas mobilizadas no setor encontraram "pouca resistência", destacou.

Auxiliados por 500 policiais e soldados afegãos, os 4.000 marines americanos da operação, batizada 'Khanjar', foram mobilizados quinta-feira nos distritos de Garmser e Nawa em "quase oito horas", segundo o comandante.

Encontrando pouca resistência pelo caminho, avançaram rapidamente na direção do sul e tomaram o controle do distrito vizinho de Khanishin, onde os talibãs tinham instaurado um governo local paralelo.

O general Nicholson confirmou que um soldado americano morreu quinta-feira em um ataque rebelde. Trata-se da primeira vítima americana desta operação.

Os marines que estão, segundo seu comandante, travando "intensos combates", se encontram atualmente no setor de Toshtay, 25 km ao sul da cidade de Garmser, capital do distrito do mesmo nome. Na véspera, estes militares destruíram uma base inimiga dos arredores, segundo a mesma fonte.

Já os talibãs alegaram, através de seu porta-voz Yusuf Ahmadi, que ainda não iniciaram o confronto contra os marines. Ahmadi destacou, porém, que os talibãs estão preparando uma guerrilha que apressará o fracasso dos americanos, sobretudo em Nawa e Garmser.

O general Muhayadin Ghori, comandante do exército afegão no sul do país, declarou à AFP que suas tropas passaram por setores cheios de minas, e estão tratando "com sucesso" de neutralizá-las, com a ajuda dos moradores locais.

A operação americana, a mais importante no Afeganistão desde a chegada de Obama ao poder, tem como principal objetivo garantir a segurança em uma região instável na perspectiva das eleições presidenciais e provinciais de 20 de agosto.

A violência, que atingiu nos últimos meses níveis inéditos desde a queda dos talibãs, no fim de 2001, continuou nesta sexta-feira.

Na província de Paktia, no sul do país, uma bomba teleguiada explodiu na passagem de um veículo que transportava operários indianos, matando cinco pessoas, de acordo com um porta-voz do governo local.

Na província de Herat (oeste), um camicase acionou sua bomba perto de um comboio de soldados italianos da força da Otan (Isaf), ferindo dois deles.

Outro atentado suicida foi perpetrado em Mazar-i-Sharif, uma cidade normalmente tranquila, mas não deixou vítimas, segundo o ministério afegão do Interior.

Em Farah (sudoeste), um policial e três talibãs morreram em um ataque rebelde contra uma delegacia.

Na noite de quinta-feira, na província de Zabul (sul), outro feudo dos rebeldes, 20 talibãs e um soldado afegão morreram em enfrentamentos entre insurgentes e soldados das tropas internacionais e afegãs, informaram autoridades locais.

bs/yw

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