Inteligência militar dos EUA critica espionagem no Afeganistão

Redação Central, 5 jan (EFE).- O responsável dos serviços de inteligência do Exército dos Estados Unidos no Afeganistão criticou duramente o trabalho das agências de espionagem de seu país em território afegão, que considerou confuso.

EFE |

Em um relatório da organização Center for a New American Security, o general Michael Flynn afirma que, em oito anos de guerra, a atividade dos serviços secretos foi só marginalmente importante na estratégia global no Afeganistão.

Flynn critica que os agentes de inteligência dos EUA tenham se concentrado quase exclusivamente em "capturar ou matar os insurgentes de médio e alto nível".

Isso é "necessário para ganhar uma guerra", diz o general, mas "secundário" se comparado com a importância de obter informação "sobre o contexto das operações" e de "distinguir entre os talibãs e o resto da população afegã", a fim de tomar as "decisões importantes".

Em um relatório que mostra as tensões entre o Exército e as agências de espionagem dos EUA, o militar acredita que os agentes não conhecem "a economia local e os fazendeiros, estão confusos sobre as pessoas próximas ao poder e como podem influenciá-las".

Também afirma que não estão interessados nos projetos de desenvolvimento e na forma como os camponeses podem colaborar, além de que não se comprometem com "as pessoas na melhor posição para encontrar respostas, como voluntários ou soldados afegãos".

Flynn pede para realizar "importantes mudanças culturais" ao obter uma informação mais ampla em maior número de camadas sociais.

O relatório foi publicado apenas alguns dias depois de um suicida matar sete membros da CIA em uma base americana no leste do Afeganistão, em um dos ataques mais sangrentos na história da agência de inteligência americana.

A imprensa americana informou ontem que o suicida era um membro da Al Qaeda, além de um agente dos serviços de inteligência jordanianos que trabalhava com a CIA. EFE int-mr/an

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