Inteligência da Colômbia desmente acusação de espionagem contra candidato

Bogotá, 30 abr (EFE).- O diretor do Departamento Administrativo de Segurança (DAS, serviço de inteligência colombiano), Felipe Muñoz, desmentiu hoje o detetive da entidade que havia acusado o candidato à Presidência Juan Manuel Santos de ter conhecimento sobre o caso de espionagem praticada contra embaixadores estrangeiros.

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Bogotá, 30 abr (EFE).- O diretor do Departamento Administrativo de Segurança (DAS, serviço de inteligência colombiano), Felipe Muñoz, desmentiu hoje o detetive da entidade que havia acusado o candidato à Presidência Juan Manuel Santos de ter conhecimento sobre o caso de espionagem praticada contra embaixadores estrangeiros. Em declarações à emissora "La W", Muñoz detalhou que, ao obter o cargo de diretor do DAS, fez algumas mudanças. Quando estas chegaram ao escritório do funcionário que ontem à noite fez a denúncia, o detetive simplesmente comentou o caso das escutas ilegais, mas nunca as apresentou. O diretor também revelou o nome do detetive, que apareceu ontem à noite encapuzado no programa televisivo "Contravía", do "Canal Uno", pois, segundo disse, estava sob ameaça de morte. O nome do detetive em questão é Robert Ardila Mateus, afirmou Muñoz, que assumiu o cargo em janeiro de 2009, após se publicar o escândalo das escutas e grampos ilegais a magistrados, opositores, jornalistas e defensores dos direitos humanos. Em entrevista televisionada, Ardila disse ontem à noite que o DAS criou, durante o Governo do presidente Álvaro Uribe, um grupo especial para espionar personalidades, entre elas, embaixadores e diplomatas da Venezuela, Equador e Cuba. De acordo com as declarações dos funcionários investigados e recolhidas em documentos em poder do DAS, ele ressaltou que o grupo especial apresentou os projetos de espionagem ilegal "no Palácio Presidencial a vários diretores da Casa de Nariño (sede do Executivo)". "E inclusive ao então ministro da Defesa em seu próprio apartamento", acrescentou referindo-se ao agora candidato governista à Presidência, Juan Manuel Santos. EFE erm/sa

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