Inteligência colombiana é acusada de grampear telefones da oposição

Bogotá, 21 fev (EFE).- Um novo escândalo atingiu o serviço de inteligência da Colômbia devido às denúncias de que interceptou os telefonemas e e-mails de dirigentes da oposição, juízes, jornalistas e outras personalidades, o que obrigou hoje o Governo a ordenar a abertura de uma investigação.

EFE |

A última edição da revista "Semana", que começou a ser vendida nas bancas neste sábado, revelou que, durante vários meses, o Departamento Administrativo de Segurança (DAS) também grampeou alguns funcionários.

A publicação denunciou ainda que, dentro desse organismo, existe uma rede que vende informações de inteligência a traficantes de drogas, paramilitares e guerrilheiros.

O diretor do DAS, Felipe Muñoz, assegurou que junto à Promotoria e ao Ministério Público será criado um grupo elite que averiguará as denúncias, e negou que o departamento ou o Governo tenham dado a ordem para realizar as escutas.

O ministro de Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, qualificou as denúncias de graves, e afirmou que os culpados devem ser punidos.

Ele ressaltou que o Governo não tem como política fazer grampos telefônicos "em ninguém que não mereça".

"Asseguro que o Governo não é o responsável. Deve ser um ato criminoso por fora das instituições do Governo", acrescentou Santos.

Um dos detetives que trabalhava na subdireção de operações do DAS e que participou da espionagem disse à revista que os congressistas opositores Piedad Córdoba e Gustavo Petro estavam entre as pessoas que tiveram o telefone interceptado.

Córdoba e Petro culparam o presidente colombiano, Álvaro Uribe, pelo episódio, e afirmaram que ele deve explicar por que seus telefones e e-mails foram interceptados.

A fonte que falou à "Semana" disse que qualquer pessoa que fosse um eventual perigo para o Governo devia ser "vigiada".

Isso inclui magistrados da Corte Suprema de Justiça (CSJ), encarregada de investigar cerca de 70 congressistas do Governo por supostas ligações com os grupos paramilitares.

Além dos funcionários judiciais, o DAS também considerou como "alvos legítimos" jornalistas e veículos de comunicação. EFE fer/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG