Intelectuais libaneses pedem fim do conflito e criticam Israel e Irã

Beirute, 18 fev (EFE).- Mais de 200 intelectuais libaneses assinaram um documento que pede o início de um diálogo imediato para acabar com o conflito no Líbano, e criticam o desprezo por parte de Israel e o fato de o Irã usar os árabes.

EFE |

O comunicado, publicado hoje pelo jornal libanês em língua francesa "L'Orient-Le Jour" e assinado por universitários, jornalistas, políticos e personalidades da sociedade civil de todos os credos religiosos, será submetido a discussão durante um congresso, em data ainda a ser determinada.

O texto pede a criação de um modelo de sociedade no qual os libaneses possam "viver juntos", em igualdade, e critica a influência negativa de alguns países sobre o Líbano e o mundo árabe.

"A tragédia de Gaza revelou aos olhos do mundo que Israel e Irã não dão nenhuma importância ao homem árabe", afirma a nota, que ressalta que Israel acha que "tem o direito de matá-los, expulsá-los e fazê-los morrer de fome", enquanto o Irã usa os árabes para resistir aos Estados Unidos no Iraque.

Também afirmam que a convergência "israelense-iraniana ameaça o mundo árabe, dividindo-o em zonas de influência em benefício das forças estrangeiras, assim como no tempo da colonização ocidental".

Os signatários do documento incentivam a população a romper o círculo de violência que ameaça a região, apostando na reconciliação.

Além disso, insistem em continuar reivindicando o direito dos libaneses a uma existência normal, após meio século de conflitos.

Os signatários declaram que "a paz no Líbano, agora, é a única coisa que protegerá o país de uma recessão econômica e permitirá seu desenvolvimento. É uma condição para reformar nosso Estado e libertá-lo das dissensões confessionais que bloqueiam seu dinamismo". EFE ks-jfu/an

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