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Insulza rebate críticas e diz que OEA é o que países querem que seja

San Pedro Sula (Honduras), 2 jun (EFE).- O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, mandou uma mensagem hoje aos países que ameaçam abandonar ou acabar com o organismo ao afirmar que este pode mudar e melhorar.

EFE |

No entanto, insistiu em que a instituição regional "é o que seus membros querem que seja".

No discurso de abertura da 39ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos, Insulza ressaltou que causa preocupação que as vozes críticas apareçam "quando se abre diante de nós a possibilidade de um fortalecimento de nosso Sistema Interamericano não visto há tempos".

A OEA enfrenta uma Assembleia Geral difícil devido às crescentes críticas a sua inoperância, procedentes de alguns países-membros - entre eles Venezuela e Equador - que ameaçaram publicamente deixar o organismo se este não se transformar.

Além disso, os dois países estudam criar uma nova organização latino-americana e caribenha sem a presença dos Estados Unidos.

As últimas advertências à organização foram feitas na sexta-feira em Caracas, onde o presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse que a Assembleia "será uma batalha interessante" e que "ou ocorre uma transformação da OEA, ou é preciso sair da OEA e criar outra organização de Estados soberanos".

Por sua vez, o presidente do Equador, Rafael Correa, expressou no domingo em Honduras que o organismo "perdeu a razão de ser".

Tanto Chávez quanto Correa acusaram reiteradamente a organização de estar sob o comando do "império", em referência aos Estados Unidos.

Apesar disso, Insulza defendeu a existência da entidade, e lembrou que a organização é a instituição internacional política "mais antiga do mundo e um símbolo vivo do desejo dos americanos de andar sempre juntos".

"Não estamos sempre orgulhosos de nossa história, mas buscamos nos transformar e acho que, especialmente nas últimas décadas, junto com o retorno da democracia ao centro de nosso continente, fomos conseguindo", acrescentou.

O secretário-geral da OEA ressaltou ainda que a Cúpula das Américas "trouxe um novo clima de diálogo à região", que conta com líderes democráticos em "todos" os países, e com um novo presidente americano (Barack Obama), que "goza de uma popularidade e credibilidade quase sem precedentes".

Por último, Insulza deixou claro que a organização "mudou muito nestes anos, embora possa mudar e melhorar mais", mas também lembrou que o organismo "não será mais o que seus Estados-membros quiserem que seja". EFE cae/db

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