Insulza quer que Zelaya e Micheletti peçam calma a simpatizantes

Santiago do Chile, 27 set (EFE).- O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, pediu ao atual presidente de Honduras, Roberto Micheletti, e ao chefe de Estado deposto, Manuel Zelaya, para que peçam calma e tranquilidade a todos os seus partidários.

EFE |

Em declarações publicadas hoje pelo jornal chileno "El Mercurio", Insulza se referiu às hostilidades contra a Embaixada do Brasil em Tegucigalpa denunciadas por Zelaya, que está refugiado no local desde a segunda-feira passada.

Perguntado sobre a situação gerada pelo retorno de Zelaya a Honduras, Insulza destacou que, além das tensões que possa provocar, "também existe a oportunidade de entrar em um diálogo significativo para resolver o conflito".

O Governo de fato hondurenho anunciou que não receberá os embaixadores de Argentina, Espanha, México e Venezuela e deu um prazo "não maior de dez dias" ao Brasil para que defina o status de Zelaya, que considerou esta medida como um "chamado à violência".

O Executivo brasileiro pediu a Zelaya "moderação" no uso político que o presidente deposto tem dado à Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde está refugiado junto com sua família e mais de 50 simpatizantes.

Insulza, por sua vez, ressaltou que a OEA trabalha junto ao Brasil e ao presidente da Costa Rica e mediador no conflito, Óscar Arias, na busca de uma solução para Honduras.

"Não há papéis autônomos. Brasil, Arias e a OEA estamos trabalhando juntos por um mesmo objetivo e se trata do mesmo processo", disse.

Para o secretário-geral, é fundamental a instalação de uma mesa de diálogo e a obtenção de uma solução "no marco do Acordo de San José, mas a solução entre eles, que seja decisão dos hondurenhos".

"Uma vez sentados frente a frente, Zelaya e Micheletti poderão decidir" o que acharem melhor, disse Insulza. EFE frf/bba

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