Insulza quer que EUA reconsiderem decisão sobre tarifas à Bolívia

Washington, 28 set (EFE).- O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, disse hoje que pedirá aos Estados Unidos que reconsiderem sua decisão de iniciar o processo para suspender a isenção de impostos alfandegários à Bolívia.

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Insulza informou que exercerá "seus bons ofícios para conseguir que esta medida seja efetvia" e que para isso iniciará "nos próximos dias" contatos com o Governo e o Congresso dos EUA.

Em comunicado, Insulza disse lamentar "profundamente" a decisão dos EUA por seus efeitos econômicos e políticos.

A medida "prejudicará gravemente muitas pequenas indústrias bolivianas que vivem da exportação de seus produtos aos EUA e pode deixar sem emprego mais de 50 mil trabalhadores bolivianos e suas famílias", alertou o secretário-geral da OEA.

Insulza disse que a suspensão pode se transformar em "um obstáculo difícil a ser superado na relação dos dois países do continente americano".

Os EUA iniciaram na sexta-feira o processo para suspender a isenção de impostos à Bolívia por, em palavras dos EUA, sua falta de cooperação com o narcotráfico.

Esse programa, conhecido como Lei de Preferências Tarifárias Andinas e Erradicação de Drogas (ATPDEA, na sigla em inglês), permite a entrada de grande parte dos produtos bolivianos ao maior mercado do mundo sem o pagamento de impostos alfandegários.

O ministro de Relações Exteriores boliviano, David Choquehuanca, qualificou a decisão como uma "nova agressão à democracia boliviana" e "uma vingança dos EUA pela expulsão do embaixador" americano em La Paz, Philip Goldberg.

Em 10 de setembro, o presidente da Bolívia, Evo Morales, declarou Goldberg persona non grata, a quem acusou de instigar os protestos contra o Governo no país.

Os EUA responderam à decisão ordenando a saída do embaixador da Bolívia em Washington, Gustavo Guzmán. EFE cma/wr/rr

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