Insulza pede a chanceleres consenso sobre Cuba

San Pedro Sula (Honduras), 2 jun (EFE).- O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, pediu hoje aos chanceleres que abordem o levantamento da suspensão a Cuba com a vontade de chegar a um consenso e sem cair de novo em divisões.

EFE |

O titular da OEA afirmou, em seu discurso de inauguração da 39ª Assembleia Geral, que os 34 países-membros do organismo querem "progredir (para solucionar o tema de Cuba) e deixar para trás um passado que, para muitos, não é positivo, mas não às custas de cair de novo em divisões" entre os Estados.

Insulza não quis aprofundar demais no tema de Cuba, dado que sua posição, disse, é amplamente conhecida - sempre defendeu facilitar a reincorporação de Havana à OEA - e os chanceleres emitirão com a "máxima prioridade" uma opinião a respeito nas próximas horas.

Os chanceleres foram à Assembleia Geral sem terem conseguido um consenso prévio sobre o levantamento da suspensão imposta em 1962 a Cuba por seus vínculos com o bloco chinês-soviético, e terão que chegar a uma solução nas próximas horas.

O empecilho não é a revogação da resolução de Punta del Este (Uruguai), que excluiu a ilha do sistema interamericano, mas as condições que alguns querem incluir para garantir que Cuba, se decidisse voltar à OEA, cumpra os princípios e valores democráticos e de direitos humanos que regem o organismo.

O tema é complicado e, por isso, Insulza destacou que o debate sobre Cuba é influenciado pelos "principais valores" que sustentam o sistema, como "a inclusão proclamada por nossa Carta de fundação e a democracia que consagramos em nossa Carta Democrática Interamericana".

"Não tenhamos problemas para discutir este tema", disse o secretário-geral da OEA, acrescentando, que, no entanto, este debate deve acontecer lembrando o passado.

"Vamos colocar na frente a vontade de alcançar consensos.

Queremos progredir e deixar para trás um passado que, para muitos, não é positivo, mas não às custas de cair de novo em divisões. Nos últimos anos, funcionamos sempre melhor e de maneira mais harmônica com esta regra", disse aos chanceleres.

Na inauguração, estavam presentes, além do presidente de Honduras, Manuel Zelaya, como anfitrião da Assembleia Geral; os líderes da Nicarágua, Daniel Ortega, e do Paraguai, Fernando Lugo.

O discurso de Insulza foi adiado por alguns minutos, porque, justo no momento em que começaria a falar, Ortega entrou na sala.

EFE cae/an

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