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Insulza falará com Raúl Castro, mas defende pressão organizada

Santiago do Chile, 5 abr (EFE).- O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), o chileno José Miguel Insulza, está disposto a ligar para o presidente cubano, o general Raúl Castro, para encontrar uma saída à situação dos dissidentes políticos, mas acredita que é necessário uma pressão organizada.

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"Acho em uma pressão muito mais organizada (...) que por um lado faça um chamado humanitário e por outro, possa por sua amplitude e sua disposição, dar garantias que isto não é um assunto contra o regime, mas simplesmente para salvar a vida de 23 pessoas", disse Insulza em entrevista publicada hoje pelo jornal chileno "La Nación".

O secretário-geral sustentou que colocar o tema Castro "não é fácil" e que esse tipo de gestões só se faz quando se tem certeza que existe "alguma possibilidade de êxito".

"Por isso cuidei e cuidarei muito para falar com o regime, não quero atacar ninguém nem ganhar pontos com isso", indicou o ex-ministro chileno.

Insulza denunciou que o clima político na ilha "está complicado", e se mostrou especialmente preocupado pela situação do dissidente Guillermo Fariñas, em greve de fome há mais de um mês para exigir a libertação dos presos políticos. EFE gs/dm

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