Santo Domingo, 18 jan (EFE).- O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, falou hoje em Santo Domingo sobre a necessidade de coordenar e agilizar a ajuda enviada aos haitianos após o terremoto do último dia 12.

O diplomata chileno reconheceu que "todo o mundo" reagiu diante da tragédia ocorrida no Haiti e que a ajuda está chegando, mas, em sua opinião, deve ser "mais rápido".

Além disso, Insulza ressaltou a importância de coordenar os contínuos envios de ajuda humanitária dirigidos ao Haiti após a tragédia que, segundo ele, "não tem comparação em um continente acostumado a furacões e terremotos".

"Nunca tínhamos visto o que aconteceu", disse Insulza durante sua participação na cúpula "Unidos por um melhor futuro para o Haiti", na qual esteve presente o presidente haitiano, René Préval, e que foi convocada pelo governante dominicano, Leonel Fernández.

Insulza aproveitou para informar que não houve mortes entre os membros do sistema da OEA que trabalham no Haiti, ao mesmo tempo em que pôs à disposição das autoridades da Chancelaria haitiana uma das instalações da organização no país.

A reunião servirá para preparar a Cúpula Mundial pelo Haiti, uma iniciativa da comunidade internacional para debater a reconstrução do país.

Também compareceram ao encontro representantes de Brasil, Estados Unidos, Canadá, Espanha e de vários países da América Latina e do Caribe.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) da terça-feira passada e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital haitiana. Segundo declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, acredita que o número de mortos superará 100 mil.

O Exército brasileiro informou que pelo menos 16 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no tremor. EFE mf/bba

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