Insulza diz que situação na Bolívia piorará sem negociação

Santiago, 15 set (EFE).- O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, declarou hoje, sobre a crise na Bolívia, que se chegou a um ponto em que ou se entra em acordo sobre a imediata cessação das hostilidades e começa a negociação, ou a situação ficará muito difícil.

EFE |

Em declarações à rádio "Cooperativa" em Santiago do Chile, Insulza advertiu que a situação na Bolívia, onde os enfrentamentos dos últimos dias entre partidários e opositores ao Governo do presidente Evo Morales já deixaram 30 mortos e 45 feridos, "têm se agravado" neste ano.

"É necessário começar um período efetivo de negociação, o que não aconteceu até agora por várias razões; espero que hoje se consiga algo e estamos avançando em direção a um espaço de negociação", destacou o secretário-geral da OEA.

Insulza se referiu assim à "reunião de emergência" dos chefes de Estado da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), realizada hoje em Santiago.

O secretário-geral detalhou as propostas da OEA para uma solução do conflito, que consistem na cessação da violência, no acatamento às autoridades legítimas do país, no reconhecimento da unidade da Bolívia e da democracia, e no estabelecimento de uma mesa de negociação com todas as partes.

Sobre a função que corresponde aos organismos internacionais nesta crise, Insulza explicou que, na reunião de hoje da Unasul, "não será acertada nenhuma forma de intervenção".

"Quanto menos incomodarmos os bolivianos, melhor", destacou Insulza, que reiterou que nem a OEA nem a Unasul "estão em condições de intervir e dizer aos países o que eles têm que fazer".

"Os acordos têm que ser internos", reiterou Insulza, que ao ser perguntado sobre as ameaças do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de intervir inclusive militarmente na Bolívia e as acusações entre o próprio Chávez e o comandante das Forças Armadas bolivianas, recomendou não se distrair com a "trama secundária" do conflito.

"Se nos concentrarmos nesta outra parte, não solucionaremos o problema da Bolívia", advertiu Insulza. EFE mf/wr/rr

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