Insulza diz que OEA mantém mediação para resolver crise na Bolívia

Valparaíso (Chile), 7 mai (EFE) - O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, afirmou hoje que esse organismo mantém seu papel de mediador na crise política interna que vive a Bolívia, que opõe o Governo de Evo Morales e quatro regiões que pedem mais autonomia. Após visitar o Parlamento chileno, situado na cidade litorânea de Valparaíso, Insulza se referiu às declarações feitas à imprensa pelo embaixador da organização continental perante La Paz, Bernhard Griesinger, que deu por encerrada sua mediação nesse conflito. Insulza disse que as declarações de Griesinger não são corretas, já que, em sua opinião, é preciso buscar a negociação nessa crise, que piorou no domingo passado, quando a população do departamento de Santa Cruz aprovou em referendo seu estatuto autonomista, ao qual se opõe o Executivo de Morales. Esta manhã apareceu o representante da OEA na Bolívia dizendo que esta já não estava na negociação (da nova constituição). Quero dizer que não é assim.

EFE |

Eu tenho o mandato de continuar com o trabalho que a OEA está realizando e espero que nossa missão vá nos próximos dias para lá", destacou.

O Governo de Evo Morales propôs hoje um diálogo sem mediadores aos governadores autonomista ao considerar que a Igreja não é imparcial -já que a máxima autoridade eclesial do país participou dessa consulta- e reconhecer que a OEA, como tinha indicado Griesinger, dava por concluída sua tentativa de aproximar as partes.

Ao ser perguntado sobre se vê comprometida a segurança do país pela crise política que este atravessa no processo de aprovação de uma nova constituição, Insulza indicou que acredita que "não está comprometida hoje, mas certamente os riscos existem".

"Há muitos interesses em jogo e é preciso harmonizá-los em uma constituição que recolha os interesses das maiorias nacionais, mas também os da autonomia nacional, pelo que não é um trabalho fácil", especificou.

O secretário-geral da OEA acrescentou que, apesar do complexo cenário atual, para ele existe uma boa vontade por parte do Governo boliviano e que espera que os representantes dos departamentos que colocaram suas reivindicações se sentem para negociar.

"Acho que existe vontade para levar em frente uma constituição e autonomias que assegurem a integridade nacional e, ao mesmo tempo, a integridade territorial da Bolívia", acrescentou. EFE gn/db

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