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Insulza diz que golpe militar em Honduras é uma volta ao passado

San Salvador, 28 jun (EFE).- O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, considerou hoje em San Salvador que o golpe militar contra Manuel Zelaya em Honduras é uma volta ao passado no continente e apelou à comunidade internacional para não poupar adjetivos para condenar essa ação.

EFE |

"Este é um fato lamentável, fazia já tempo que não tínhamos este tipo de eventos, é como uma volta ao passado", disse Insulza em entrevista coletiva junto ao presidente salvadorenho, Mauricio Funes, com quem planeja viajar amanhã à Cúpula de Chefes de Estado do Sistema da Integração Centro-Americana (Sica), na Nicarágua.

Considerou o que foi "um dia de muito más notícias", mas louvou a condenação unânime da comunidade internacional à destituição de Zelaya e à designação como presidente interino de Honduras de Roberto Micheletti, feita pelo Congresso.

Insulza sustentou que "não se deve poupar adjetivos para refletir nossa condenação", já que não se pode permitir que "na América Latina, de novo, se volte a um passado que está completamente superado", ao se referir às ditaduras militares e golpes de Estado do século passado.

"Não vamos ter nenhuma concessão em relação a um regime que se instalou da maneira que se instalou em Honduras", acrescentou, e afirmou que com base na carta democrática da OEA se poderia suspender esse país "de todo tipo de participação" neste organismo.

O secretário-geral da OEA também expressou sua preocupação pelo "paradeiro" da chanceler hondurenha, Patricia Rodas, e outros funcionários do Governo de Zelaya, pelo que pediu que "essas pessoas sejam apresentadas em breve e postas em liberdade imediatamente".

EFE cp/ma

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