Insulza deve pedir restituição de Zelaya; Chancelaria hondurenha reage

Tegucigalpa, 3 jul (EFE).- O chanceler de Honduras, Enrique Ortez, disse hoje que se o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, vem exigir a restituição do presidente Manuel Zelaya, melhor que não venha.

EFE |

Insulza chegará hoje a Honduras para pedir às autoridades que exercem o poder desde o golpe de Estado contra o presidente Manuel Zelaya, no domingo passado, "que mudem o que estiveram fazendo agora e encontrem maneiras de retomar a normalidade", segundo expressou ontem o secretário-geral da OEA.

Em declarações à Agência Efe, Ortez disse que hoje receberá Insulza em Tegucigalpa e lhe dirá que "o retorno de Manuel Zelaya como presidente de Honduras não é negociável", e que "se o senhor Insulza vem para isso, melhor que não venha".

Acrescentou que "nenhum organismo internacional pode intervir em um país para tirar ou pôr um presidente, porque essa é uma atribuição dos povos".

Ortez ressaltou que se Honduras for expulsa da OEA por não restituir Zelaya como presidente "não vai acontecer nada, já que fizeram isso com Cuba e nada aconteceu, Fidel Castro enfrentou essa situação".

"Agora vamos jogar direito internacional, temos as leis, a Constituição, vamos fazer com que nos respeitem, a soberania não se negocia, se defende", acrescentou o diplomata hondurenho.

Na sua opinião, alguns países e organismos internacionais "estão julgando Honduras à revelia e injustamente", mas "agora o Governo começou a explicar e a dar à comunidade internacional todos os expedientes de defesa para evitar uma soberania de esquerda no país".

O chanceler disse também que o Governo presidido por Micheletti, depois da derrocada de Zelaya, "tem a seu favor o povo e a lei". EFE gr/ma

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG