Washington, 15 ago (EFE) - O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, negou hoje que a instituição tenha questionado o resultado do plebiscito revogatório da Bolívia, como afirmado pela imprensa.

Em comunicado, Insulza mostra sua "surpresa e irritação" com as notícias publicadas por alguns veículos de comunicação bolivianos, nas quais se informa que a OEA teria questionado o legítimo resultado do plebiscito de domingo, que foi supervisionado pelo organismo.

O máximo representante da OEA, que assistiu à cerimônia de posse do presidente Fernando Lugo em Assunção, Paraguai, se reuniu com o chefe de Estado boliviano, Evo Morales, no marco das atividades oficiais que ocorreram na capital paraguaia.

Ao fim do encontro bilateral, Insulza afirmou que "a OEA reconheceu plenamente a validade do plebiscito revogatório que confirma o presidente Evo Morales e os oito governadores regionais, embora ainda se esperam os resultados oficiais".

O referendo teve como objetivo definir se devem permanecer nos cargos o presidente, o vice-presidente Álvaro García Linera e oito dos nove governadores regionais.

Insulza afirmou que a OEA "validou o plebiscito na Bolívia, em todos e cada um dos nove departamentos; pelo que qualquer outra interpretação é totalmente errônea".

Finalizou afirmando que "frente à denúncia de algumas irregularidades -que não afetam de maneira alguma o legítimo resultado -, o que a OEA coloca é que os mecanismos eleitorais em todos os países podem ser aperfeiçoados".

Neste sentido, a OEA "sempre está com total disponibilidade de cooperar nestes desafios de melhoramento institucional", disse. EFE pgp/db

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