Washington, 26 ago (EFE).- O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, considerou que existe ainda um clima para realizar nos próximos dias um último esforço para um acordo que resolva a crise política em Honduras.

Insulza, que informou hoje ao Conselho Permanente do organismo interamericano sobre as gestões realizadas pela missão de chanceleres em sua viagem a Honduras, disse que esses esforços devem ser abordados antes de 1º de setembro, data limite antes que comece a campanha eleitoral nesse país centro-americano.

Em seu relatório diante dos 33 países-membros ativos do organismo, afirmou que, nas reuniões mantidas pela delegação de alto nível da OEA, "houve avanços", mas os chanceleres voltaram de Honduras sem ter conseguido a aceitação do acordo promovido pelo presidente da Costa Rica, Óscar Arias, o "único objetivo" da missão.

O principal responsável da OEA insinuou que, se o acordo não for assinado em breve, as gestões poderiam se complicar, dado que Honduras começa na próxima terça-feira a campanha eleitoral em um ambiente polarizado.

O secretário-geral lembrou que os países-membros da OEA podem recorrer a medidas de pressão próprias, como a que foi tomada na terça-feira pelos EUA, com a suspensão da emissão de vistos para não imigrantes e casos de não emergência para hondurenhos.

Insulza reiterou que a maioria das pessoas com as quais se reuniram os chanceleres expressou sua conformidade com os fundamentos do plano de Arias, mas há dois problemas-chave que continuam impedindo sua assinatura: a anistia e o retorno de Zelaya.

Na opinião de Insulza, existe um "padrão comum" nas observações dos representantes do Governo de Roberto Micheletti ou daqueles grupos e pessoas que o apoiam.

"Alguns deles, quase todos concordam, a princípio, com o Acordo de San José, mas formularam objeções muito fortes" sobre estes dois pontos, "deixando muito pouco espaço a alguma forma de regra", disse o secretário-geral da OEA. EFE cae/an

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