Instituto pede investigação de ataque no Iraque que matou jornalistas em 2007

Viena, 7 abr (EFE).- O Instituto Internacional de Imprensa (IPI, na sigla em inglês) pediu hoje ao Governo dos Estados Unidos que abra uma investigação sobre as ações dos soldados americanos envolvidos no ataque aéreo em Bagdá, em 2007, e divulgado em um vídeo na segunda-feira, no qual 11 pessoas morreram.

EFE |

Dois jornalistas da agência de notícias "Reuters" morreram a tiros disparados de um helicóptero americano, além de outros civis, lembra o IPI, em comunicado divulgado em Viena.

De acordo com o site da ONG Wikileaks, que divulgou o vídeo, a investigação dos fatos efetuada após uma solicitação da "Reuters" concluiu que os soldados atuaram de acordo com as normas estabelecidas.

"No entanto, o Exército se recusou a publicar informações sobre como os profissionais de imprensa foram assassinados", acrescenta o instituto, uma rede mundial de proprietários e diretores de meios de comunicação.

O vídeo, que mostra uma conversa entre um soldado dentro do helicóptero com outro em terra, enquanto observa e dispara em um grupo de pessoas que não mantinham uma atitude hostil, "reabriu a discussão sobre a segurança dos jornalistas em zonas de guerra. De acordo com o relatório do IPI, 125 jornalistas morreram no Iraque desde o início da guerra, em março de 2003", destaca o comunicado.

Além disso, para o diretor do IPI, David Dadge, "este vídeo abre uma série de questões vitais sobre as circunstâncias das mortes não só dos dois jornalistas da 'Reuters', mas também de vários civis".

"As autoridades devem perceber que, agora mais que nunca, os conflitos modernos são noticiados de uma maneira que teria sido inconcebível no passado, e que as tentativas de esconder essa informação à opinião pública só danifica a reputação dos Estados Unidos", acrescenta Dadge, após qualificar de "preocupantes" as supostas tentativas de manter o vídeo em segredo.

Dadge insiste em que "uma investigação independente e transparente" seja a resposta de Washington à ação divulgada nas imagens. EFE wr/pd

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