Bogotá, 3 abr (EFE).- O instituto de Medicina Legal colombiano confirmou hoje em Bogotá que os restos entregues há dois dias pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia são de Julián Ernesto Guevara, oficial da Polícia que morreu em cativeiro como refém da guerrilha.

O resultado das provas às que foram submetidos os restos foi anunciado pela diretora do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Legista (INMLCF), Luz Janeth Forero.

Q diretora disse que há 99,9999% de chance dos restos serem de Guevara. Forero fez a previsão após informar que sua instituição contava há vários meses com o material genético da mãe do tenente-coronel, que morreu no dia 28 de janeiro de 2006 após oito anos como refém das Farc.

Aparentemente, uma doença tropical foi a causadora da morte do oficial, que caiu em mãos das Farc no dia 3 de novembro de 1998, em um sangrento assalto a Mitú, a capital do departamento de Vaupés (sudeste).

As Farc entregaram os restos deste refém na quinta-feira nas selvas do país, na terceira e última fase de uma operação humanitária liderada pela congressista opositora Piedad Córdoba, coordenada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e apoiada pelo Brasil, que emprestou dois helicópteros militares. EFE jgh/pb

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