Instalação bombardeada por Israel na Síria parecia complexo nuclear, diz AIEA

Viena, 27 nov (EFE).- O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohamed ElBaradei, confirmou no início de uma reunião do Conselho de Governadores hoje em Viena que uma instalação bombardeada na Síria por Israel no ano passado era similar a um complexo nuclear.

EFE |

Esta conclusão foi tirada das imagens de satélite captadas logo após o ataque, ocorrido há 15 meses, destacou.

ElBaradei criticou os países-membros da AIEA por não terem fornecido as imagens anteriormente, algo que classificou de "lamentável e misterioso".

Além disso, expressou seu mal-estar pelo bombardeio israelense de Al Kibar, no deserto no leste da Síria, a 90 quilômetros da fronteira com o Iraque, o que "obstruiu" o trabalho dos inspetores.

O diretor-geral da AIEA informou hoje que o organismo conseguiu recentemente um acordo para mostrar "o mais rápido possível" à Síria várias imagens captadas justamente depois do ataque.

Segundo estas imagens, a infra-estrutura do lugar - como as bombas de água e a forma dos edifícios - é "similar ao que se pode encontrar em relação a um reator nuclear".

Em uma visita dos inspetores da AIEA em junho foram encontradas "quantidades significativas" de urânio produzido mediante processo químico.

A Síria afirma que a instalação atacada pela aviação israelense era um complexo militar convencional e garante que as partículas encontradas são do armamento utilizado no ataque.

Para poder esclarecer a origem desse urânio, ElBaradei pediu hoje que a Síria permita novas inspeções em localidades próximas a Al Kibar, o que Damasco negou.

Os Estados Unidos afirmam que nesta instalação seria construído um reator nuclear com fins militares, algo negado pela Síria. EFE jk/wr/fal

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