Inspiração, Tunísia diz que não quer dar lições ao Egito

Manifestações no país derrubaram um governo de 23 anos dias antes de egípcios saírem às ruas por fim de regime

iG São Paulo |

Apontada como inspiração para os protestos que tentam derrubar um governo de 30 anos no Egito, a Tunísia não quer tomar partido nos conflitos do vizinho. “O Egito deve seguir seu próprio caminho”, disse o ministro tunisiano das Relações Exteriores, Ahmed Ounaies, um dos recém empossados depois que manifestações contra o governo tiveram êxito em seu próprio país.

AP
Cartaz rasgado de ex-presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, derrubado após protestos que isnpiraram vizinhos
Em entrevista à Associated Press, o representante disse que a Tunísia não quer dar aula aos egípcios de como se comportar. “A decisão sobre o presente e o futuro deles é com o povo deles. Nós não vamos mostrar a eles como se comportar ou dar qualquer lição.”

Protestos violentos na Tunísia levaram a derrubada do presidente Zine El Abidine Ben Ali, que fugiu para a Arábia Saudita no último dia 14, após 23 anos no poder. Ounaies faz parte de uma equipe nomeada interinamente enquanto o país encaminha estrutura a escolha de um novo governo de forma democrática.

Para especialistas, os protestos que começaram na Tunísia passaram ao Egito, à Jordânia, ao Iêmen e afetam toda a região. “Depois de Túnis, o assunto não é qual será o seguinte, mas sim qual (regime) se salvará", afirmou Amr Hamzawy, diretor de pesquisas da fundação Carnegie no Oriente, para quem as manifestações populares poderão atingir a maioria dos países árabes, exceto as monarquias petroleiras do Golfo.

Protestos continuam
O Egito vive neste sábado o quinto dia de protestos. Embora o presidente Hosni Mubarak tenha nomeado um vice pela primeira vez em trinta anos, manifestantes continuam nas ruas apesar do toque de recolher. Representantes de países como Estados Unidos, França e Inglaterra já pediram ao governante que atenda aos pedidos de reforma do novo governo.


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