Inspetor assassinado na Espanha ajudou a prender mais de 70 membros da ETA

Madri, 19 jun (EFE).- O inspetor da Polícia espanhola Eduardo Antonio Puelles García, assassinado hoje no País Basco (norte da Espanha) pela ETA, participou de operações que levaram à detenção de mais de 70 membros ou colaboradores desta organização terrorista, informaram à Agência Efe fontes policiais.

EFE |

Entre essas operações, as fontes citaram a desarticulação em 2004 do chamado "comando Vizcaya" ou, em 2003, a operação que permitiu desmantelar o "aparelho de captação" de novos membros da ETA.

Em março de 2002, poucos dias antes de ser promovido a inspetor, Puelles dirigiu e coordenou a ação que culminou com a desarticulação de um grupo criminoso, na qual sete de seus membros foram detidos.

Em 2005, o inspetor voltou a participar de um novo golpe contra o aparelho de captação e informação da ETA, quando 24 membros da organização foram detidos no País Basco e na vizinha região de Navarra.

Entre as operações mais recentes das quais tinha participado, Puelles contribuiu para a detenção em fevereiro de 2008 de oito membros de um grupo que passava informações para a ETA com o objetivo de organizar futuros atentados.

Eduardo Antonio Puelles García, de 49 anos, casado e pai de dois filhos, estava dentro de um carro quando uma bomba colocada no assoalho do veículo explodiu, em evento ocorrido próximo à cidade de Bilbao.

Este foi o primeiro atentado atribuído à ETA que deixou vítimas desde maio, quando tomou posse o novo Governo autônomo basco liderado pelo socialista Patxi López, que pôs fim a quase três décadas de Executivos regionais nacionalistas.

Ao longo de quatro décadas de ação terrorista, a ETA assassinou mais de 850 pessoas. EFE jav/bba

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