Insegurança no leste do Chade leva à suspensão de ajuda humanitária

Ndjamena, 3 nov (EFE) - A deterioração da segurança no leste do Chade, na fronteira com o Sudão, levou à suspensão da maior parte da ajuda humanitária na zona de Dogdoré, onde moram 26 mil deslocados internos, dos 180 mil que existem no país, informou hoje a ONU.

EFE |

Um comunicado do Escritório do Residente e Coordenador Humanitário para o Chade da ONU indica que "as operações humanitárias permanecem suspensas em Dogdoré, salvo atividades de emergência, como atendimento a emergências médicas e fornecimento de água potável", tanto aos deslocados quanto à população local.

"Algumas organizações humanitárias suspenderam temporariamente quase todas as suas atividades na área em outubro e pediram ao Governo que ofereça segurança para seu pessoal", o que, segundo a nota, afeta o atendimento médico e o fornecimento de complementos alimentares à população mais frágil.

Além das autoridades chadianas, o Escritório de Coordenação Humanitária também pediu à Missão da ONU na República Centro-Africana e no Chade (Minurcat) que aplique seu mandato de defender os civis no país e aumente sua presença nas proximidades da fronteira com o Sudão.

Cerca de 315 mil refugiados sudaneses e centro-africanos residem no Chade, onde também há 180 mil deslocados pela violência interna, o que faz com que haja em torno de 500 mil pessoas que precisam de ajuda humanitária para sobreviver no país. EFE omm/db

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