A maioria das bolsas de valores europeias e asiáticas reagiu positivamente aos esforços dos líderes mundiais para acabar com a recente volatilidade excessiva do mercado financeiro global. O índice FTSE 100, da Bolsa de Valores de Londres, e o Dax, de Frankfurt, chegaram a subir mais de 6% na manhã desta segunda-feira, seguindo tendência de alta verificada nos mercados asiáticos.

Segundo correspondentes, iniciativas como a garantia de depósitos bancários alimentaram a confiança dos investidores.

Líderes da União Europeia disseram que não será permitido que nenhum banco de grande porte abra falência, e concordaram com um plano para lidar com a crise.

A alta na bolsa de Londres se deve também ao anúncio do governo britânico, nesta segunda-feira, de que injetaria o equivalente a mais de US$ 60 bilhões nos bancos Royal Bank of Scotland, Lloyds TSBV e HBOS.

O banco central da Austrália injetou US$ 2 bilhões no sistema bancário nesta segunda-feira, para facilitar um aumento do empréstimo entre bancos.

No fim-de-semana, ministros das Finanças dos países do G7 aprovaram um plano de cinco pontos para descongelar o mercado de crédito.

Ásia
As ações em Austrália, Hong Kong, Coréia do Sul, Cingapura e Índia subiram durante o período da manhã, embora em Taiwan, tenham sofrido uma desvalorização. O mercado de ações japonês permaneceu fechado por causa de um feriado.

O primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, disse que seu governo vai garantir todos os depósitos bancários, sem limite de quantia, pelos próximos três anos. A bolsa australiana fechou com uma alta de 5,6% e o principal índice da bolsa sul-coreana, Kospi, fechou com alta de 3,8%.

O índice Hang Seng, de Hong Kong, disparou 10,24 por cento, depois de ter perdido 16,2 por cento na última semana. As ações da China Mobile eram as que mais se valorizaram no índice e papéis de grandes bancos tiveram rali depois de registrarem queda mais cedo na sessão.

Xangai avançou 3,65 por cento, Taiwan recuou 2,15 por cento e Cingapura disparou 6,57 por cento.

Apesar da reação dos mercados, a tensão ainda permanece. Segundo o correspondente da BBC em Pequim, Quentin Sommerville, os investidores asiáticos continuam preocupados que, mesmo que a Europa e os Estados Unidos resolvam suas crises bancárias, suas economias já dão sinais de desaquecimento, o que prejudicaria as exportações asiáticas.

Confiança
As principais bolsas européias abriram em alta. O índice FTSE 100 da Bolsa de Valores de Londres registrou alta de 4,95% na primeira meia hora de abertura do pregão; o índice Dax, da bolsa de Frankfurt, registrou uma alta de 5,62%; Cac 40, da bolsa parisiense, teve uma alta de 5,84 e a de Madri, 5,01%.

Os líderes dos 15 países da chamada zona do euro (que adotaram o euro como moeda), se reuniram em Paris no domingo e prometeram garantir empréstimos entre bancos até o fim de 2009. O documento prevê ainda que estes países ajudem na capitalização dessas instituições comprando ações preferenciais deles.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy - cujo país ocupa a Presidência rotativa da União Européia (UE) - disse que o grupo está tomando medidas sem precedentes.

O plano é semelhante a outro anunciado na Grã-Bretanha na semana passada. Embora o país não faça parte da zona do euro, o primeiro ministro britânico, Gordon Brown, participou das conversações em Paris.

Governos da Alemanha, França e Itália deverão apresentar agora planos individuais que se enquadrarão dentro do plano acertado em Paris, disse Sarkozy.

"A crise dos últimos dias entrou em uma fase que torna intolerável optar por procrastinação e uma abordagem isolada", afirmou Sarkozy.

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