Ingrid Betancourt volta à Colômbia 2 anos depois de sua libertação

Ex-refém das Farc celebra aniversário da Operação Xeque, em que foi libertada com mais outros 14 sequestrados

iG São Paulo |

AP
Ingrid Betancourt (à esq.) participa, ao lado de sua filha Melanie, de cerimônia marcando os dois anos de sua libertação
A ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Ingrid Betancourt, resgatada na operação Xeque, há exatamente dois anos, voltou à Colômbia para participar dos atos programados para esta sexta-feira por ocasião de sua libertação. 

"Estou muito emocionada de estar em Bogotá", disse Ingrid à "Caracol Radio", que em 2 de julho de 2008 foi resgatada juntamente com outros 14 sequestrados.

Em seu país natal, a ex-candidata presidencial, que foi sequestrada em 2002, pediu à guerrilha para mudar "de rumo" e libertar as pessoas que mantém sequestradas.  "Tenho fé e esperança de que aqueles que estão sequestrados serão libertados logo, e peço às Farc que se transformem em uma opção de paz", disse.

A cerimônia da qual Ingrid participou, que consistiu em uma oferenda floral em homenagem às pessoas que permanecem cativas, foi celebrado na Escola Militar 'José María Córdova' (oeste de Bogotá), com a presença dos ex-reféns colombianos, dos chefes das Forças Militares e da Polícia e diplomatas franceses.

Ingrid passou o último ano e meio em Paris, onde prepara um livro sobre sua experiência em cativeiro. "Estou há dois anos buscando meu equilíbrio e voltando a fazer minha vida. Cada vez que volto a lembrar da libertação é muito difícil segurar as lágrimas", disse a ex-refém.

Na operação, militares se fizeram passar por funcionários de uma organização humanitária e, sem disparar um só tiro, libertaram 15 reféns das Farc (três americanos que trabalhavam para o Departamento de Estado e 11 militares e policiais colombianos), alguns dos quais passaram mais de dez anos sequestrados na floresta.

Os ex-reféns americanos Thomas Howes, Marc Gonsalves e Keith Stansell não assistiram à cerimônia militar e, segundo fontes colombianas, reuniram-se com diversas personalidades na embaixada do seu país.

Tiroteio

Pelo menos oito pessoas morreram e outras dez ficaram feridas em um tiroteio durante a madrugada em uma discoteca no município de Envigado, no noroeste da Colômbia, informaram as autoridades.

Segundo as investigações, vários homens armados dispararam indiscriminadamente contra as pessoas que estavam no local e presume-se que o ataque esteja relacionado com um enfrentamento entre grupos de narcotraficantes. "Tudo indica que tem relação com o confronto de grupos criminosos dedicados ao narcotráfico", afirmou Luis Alfredo Ramos, governador do Departamento de Antioquia, onde está Envigado.

As pessoas que estavam na discoteca "foram atacadas de maneira indiscriminada", relatou o coronel Édgar Muñoz, comandante do distrito Sul da Polícia Metropolitana de Medellín.

Quatro das vítimas morreram dentro da própria discoteca e, as outras três, em diferentes hospitais, informou o governador Ramos. O diretor da Polícia Nacional colombiana, o general Óscar Naranjo, viajou para Medellín para coordenar as investigações sobre o incidente. Segundo Naranjo, a segurança na área metropolitana de Medellín será reforçada com 600 policiais a mais.

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, lamentou profundamente o crime em declarações à imprensa e advertiu da "enorme capacidade de fazer dano" que o narcotráfico continua tendo em Medellín.

Uribe prevê viajar ainda nesta sexta-feira a essa cidade, onde presidirá um conselho de segurança e avaliará medidas para evitar que os "bandidos sigam matando".

*Com EFE e AFP

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