Paris, 4 jul (EFE).- Ingrid Betancourt disse hoje que gostaria de terminar seus dias em Paris, instantes antes de um enorme cartaz com sua foto ser pendurada na fachada da Prefeitura da cidade, que desde 2005 contava os dias que a ex-candidata à Presidência da Colômbia esteve seqüestrada nas selvas colombianas.

"Queria morrer em Paris, terminar meus dias em Paris", assegurou Betancourt, ladeada por seus familiares e pelo prefeito da capital francesa, Bertrand Delanoë, frente a milhares de pessoas às quais assegurou que é "extremamente feliz" de ser francesa e de ser parisiense.

Após 2.321 dias seqüestrada, a "cidadã de honra" de Paris celebrou sua libertação com os parisienses no último ato na França, em uma jornada na qual foi recebida pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, e sua esposa, Carla Bruni, nas escadas do avião que a transferiu de Bogotá.

O socialista Delanoë declarou, por sua parte, que os moradores da cidade nunca tinham "querido tanto a alguém que nunca tinham visto".

EFE jaf/ma

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