Ingrid Betancourt passa por exames médicos em Paris, após seis anos de cativeiro

Ingrid Betancourt está sendo examinada neste sábado, um dia depois de sua chegada à França, pelos médicos do hospital militar do Val-de-Grâce, em Paris, para determinar, apesar de sua boa forma aparente, as conseqüências para sua saúde dos seis anos de cativeiro na selva colombiana.

AFP |

A ex-refém das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), de 46 anos, chegou ao hospital hoje pela manhã para uma série de exames mais complexos, entre eles o de sangue.

Ingrid Betancourt, libertada quarta-feira, foi rapidamente examinada em Bogotá pelo chefe dos médicos da presidência francesa, o doutor Christophe Fernandez, especialmente enviado no avião que levou a família da ex-refém para a capital colombiana.

O médico deu um parecer positivo, sem no entanto eliminar a possibilidade de internação.

Desde sua libertação, Ingrid Betancourt, que está dormindo muito pouco, vem participando de inúmeros encontros e entrevistas, sempre com um sorriso radiante.

Mas ela contou que ficou muito doente durante estes seis anos e quatro meses de cativeiro nas mãos das Farc.

Ela aparece extremamente magra e doente num vídeo divulgado em novembro passado, que gerou preocupação entre seus parentes e amigos.

Meses mais tarde, informações alarmantes sobre seu estado de saúde levaram a França a enviar um avião de medicamento à Colômbia. Doenças como a hepatite B, amebíase e leishmaniose foram evocadas como possíveis na ocasião.

Além das seqüelas físicas, especialistas advertiram contra possíveis traumatismos psicológicos ligados a anos de humilhação e frustrações.

Betancourt chegou sexta-feira a Paris com seus filhos, Mélanie, 22 anos, e Lorenzo, 19 anos, seu ex-marido Fabrice Delloye, e sua irmã Astrid, que foram buscá-la na Colômbia com o ministro dos Assuntos Estrangeiros, Bernard Kouchner.

Ela foi libertada com 14 outros reféns numa operação do exército colombiano.

Segundo a rádio suíça RSR, membros das Farc teriam recebido US$ 20 milhões para libertar os reféns, e que esta operação foi uma encenação.

Para provar a veracidade desta versão, Bogotá, que desmentiu ter pagado resgate, divulgou trechos de um vídeo feito por membros dos comandos especiais do exército colombiano nesta operação de libertação.

bur-alm/lm

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