Ingrid Betancourt deve ficar mais um tempo na França

A ex-refém franco-colombiana Ingrid Betancourt, que está em Paris depois de sua libertação, confirmou nesta segunda-feira que não irá à Colômbia para participar da marcha de 20 de julho em favor dos seqüestrados, dando a entender que permanecerá mais um tempo na França.

AFP |

"Tive uma grande discussão com minha família, e eles estão com medo. Eles dizem que sofreram demais por minha causa, e que não querem que eu vá", explicou Ingrid à rede de televisão TV5 Monde.

"Tenho que avançar com tranqüilidade. O fato de eu não estar na Colômbia não é dramático. Posso fazer as coisas daqui mesmo. Voltarei à Colômbia quando a situação tiver melhorado", acrescentou.

"Não quero me tornar uma espécie de mártir, e que meus filhos venham visitar meu túmulo. Quero viver", prosseguiu.

Indagada sobre se pretende se candidatar à eleição presidencial de 2010 na Colômbia, Ingrid respondeu: "É preciso esperar. Se eu puder ser um recurso, estarei disponível".

"Se puder servir à Colômbia assumindo a presidência, ficarei feliz em fazê-lo. Porém, penso que há outros meios de servir a meu país, como por exemplo trabalhar pela Colômbia daqui, da França", acrescentou.

Antes disso, Ingrid Betancourt havia deixado a entrever na rede internacional France 24 divergências políticas com o presidente Alvaro Uribe.

"Penso que a Colômbia precisa de soluções de fundo, mesmo se for sempre mais complicado implantar projetos sociais do que políticas de segurança. Temos que garantir uma verdadeira implantação dos programas sociais na Colômbia" para combater a pobreza, resumiu a ex-candidata presidencial colombiana.

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