A ex-candidata à presidência da Colômbia Ingrid Betancourt, libertada nesta quarta-feira após passar mais de seis anos como refém das Farc, expressou um firme apoio político ao presidente colombiano Alvaro Uribe.

"Acho que um dos golpes mais duros recebidos pelas Farc, fora esta extraordinária operação, foi a reeleição presidencial (de Uribe)", declarou Ingrid.

"Temos muito boa sorte, porque ele tem sido um presidente muito bom", disse.

Betancourt, seqüestrada pelas Farc em 2002 quando fazia campanha para as eleições rpesidenciais, afirmou ainda que "graças a Deus" não foi eleita, e sim "Uribe, que fez o que tinha que ser feito na Colômbia".

"Quero dizer que acredito que a reeleição (de Uribe) foi muito boa para a Colômbia. Isso não quer dizer que eu concorde com tudo o que o presidente Uribe fez. Tenho muito consciência de que a Colômbia mudou, de que há coisas que a princípio alguns de nós podem pensar que deveriam ser feitas de outra maneira", continuou.

"As Farc apostaram durante muitos anos que a cada mudança de governo poderiam respirar, voltariam a se fortalecer militarmente e, por efeito de pêndulo, depois de um governo linha-dura viria um mais brando e isso permitiria que continuassem atuantes operativa e militarmente".

"A partir do momento em que o mandato do presidente Uribe foi prolongado as coisas mudaram, porque não houve respiro, porque as Forças Militares da Colômbia se fortaleceram", destacou.

pro/ap

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