Informe da OCDE mostra que desemprego aumentou e deve chegar aos 10% em 2010

O desemprego continuará aumentando nos países da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos) e deve chegar a 10% em 2010, apesar dos sinais de reativação da economia, afirmou o secretário dessa organização, o mexicano Angel Gurría, nesta quarta-feira em Paris.

AFP |

"A crise financeira e econômica se tornou rapidamente uma crise do desemprego e passamos de uma taxa de 5,6% em julho de 2007 a um recorde de 8,5% em 2009", destacou Gurría, acrescentando que estes dados representam "15 milhões de desempregados a mais".

"Acreditamos que estes dados vão se manter e, principalmente, afetarão os quatro grupos mais vulneráveis da população: os jovens, os imigrantes, os trabalhadores temporários e as mulheres", destacou, em entrevista à imprensa.

O documento anual sobre emprego da OCDE chamado "Perspectivas do emprego" afirmou que o pior da crise ainda está por vir, particularmente na França, Itália e Alemanha.

Segundo as previsões da organização, se a maior parte da alta esperada do desemprego já foi registrada em meados de 2009 na Espanha, nos EUA, na Irlanda e no Japão, restam ainda outros países como Alemanha, França e Itália.

Gurría defendeu medidas vigorosas para combater o desemprego e, sobretudo, evitar que os desempregados fiquem durante muito tempo neste situação, pois isso representa um risco a médio e longo prazo.

O informe anual indica ainda que "o pior da crise está por vir", particularmente na França, Itália e Alemanha.

Segundo as projeções da organização, se "a maior parte da alta esperada do desemprego já aconteceu em meados de 2009 na Espanha, Estados Unidos, Irlanda e Japão, resta por vir em outros países como Alemanha, França e Itália".

"A recuperação do emprego será muito mais lenta que a recuperação da produção", comentou John Martin, responsável da Direção de Emprego dentro da OCDE, que reúne os 30 países mais desenvolvidos do mundo.

Depois de insistir que a recuperação da economia será modesta, Gurría considerou que o que acontecer nos próximos meses no mercado de trabalho será crucial para verificar a eficácia das medidas adotadas.

"Manter o emprego é uma política sábia e se as empresas não o fizerem, os Estados deverão fazê-lo", afirmou Gurría, que espera que este informe "alimente os debates" na Cúpula do G20, que, em 24 e 25 de setembro próximo, reunirá em Pittsburgh (EUA) os dirigentes dos países mais industrializados do planeta e as economias emergentes.

gc/lm/cn

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG