Influência do Irã na A.Latina preocupa Hillary Clinton

Washington, 1 mai (EFE).- A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, expressou hoje preocupação com a crescente presença e influência na América Latina da China e do Irã -cujo presidente, Mahmoud Ahmadinejad, vem ao Brasil na quarta-feira, dia 6, em visita oficial.

EFE |

"Quem observa o progresso, particularmente na América Latina, que o Irã e China estão fazendo, vê que isso é bastante inquietante", afirmou Hillary, durante encontro com funcionários do serviço exterior do Departamento de Estado, repetindo uma crítica que já havia sido na gestão anterior, de George W. Bush.

"Eles estão criando vínculos econômicos e políticos muito fortes com muitos desses líderes. Não acho que isso vá de encontro ao nosso interesse", explicou respondendo à pergunta de um funcionário sobre a tentativa de entendimento do Governo americano com o presidente venezuelano, Hugo Chávez.

Hillary citou o Irã como motivo para o atual Governo tentar dialogar com os presidentes da América Latina, escutá-los e tratá-los "em igualdade de condições" sem impor sua agenda na região.

"A Administração anterior tentou isolá-los, apoiando a oposição, e transformando-os em párias internacionais. Não funcionou", disse a secretária, sem, no entanto, conseguir estabelecer uma conexão que explicasse a aproximação desses Governos com o Irã e a China por uma suposta rejeição americana, sob o ex-presidente Bush.

"Os iranianos estão construindo uma grande embaixada em Manágua.

Queremos tentar melhorar nossa relação com (Rafael) Correa e queremos ver se podemos encontrar uma maneira de mandar de novo um embaixador à Bolívia e trabalhar com (o presidente Evo) Morales", acrescentou.

Hillary Clinton destacou que os Estados Unidos enfrentam um "bloco quase unido" que pede uma mudança na política para Cuba e que já suspenderam as restrições às viagens de parentes e remessas de envio a Cuba, mas mantém o embargo.

Washington quer ver "reciprocidade" do Governo cubano a respeito dos presos políticos, direitos humanos e outros aspectos, reiterou.

Ahmadinejad, que recentemente chamou Israel de "regime racista", e acusou seu Governo de utilizar politicamente o Holocausto, durante a Conferência Mundial sobre o Racismo da ONU, foi convidado pessoalmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em novembro do ano passado a vir ao Brasil. EFE cai/jp

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