Indústria pede navios de guerra para conter piratas na Somália

LONDRES (Reuters) - As potências navais do mundo precisam fornecer mais navios de guerra para patrulhar o estratégico Golfo de Aden e conter o crescimento dos piratas na costa da Somália, advertiram grandes grupos de transporte global nesta quinta-feira. O apelo da indústria de transporte é uma reação à situação, que descreve como sob risco de escapar ao controle completa e irreversivelmente, disse o organismo, que reúne as maiores associações navais e sindicatos de transporte.

Reuters |

A rota marítima vital do Mar da Arábia, entre o Iêmen e a Somália, liga o Golfo de Aden e a Ásia à Europa e além através do Canal de Suez, e é crítico para o transporte de petróleo no Golfo.

Em um comunicado conjunto, os grupos disseram ter feito pedidos urgentes à Organização das Nações Unidas em Nova York e à agência marítima da organização em Londres para que forças navais sejam deslocadas.

Eles solicitam que mais países enviem navios de guerra para a região e permitam que se empenhem à força para salvaguardar uma das rotas marítimas estrategicamente mais importantes do mundo.

Alguns países periodicamente movimentam navios pela região, mas com frequência se vêem limitados em suas ações por suas regras de engajamento.

O apelo urgente por ação veio no momento em que se soube que piratas da Somália seqüestraram mais dois navios esta semana, o Great Creation de Hong Kong e o grego Centauri.

Os organismos de comércio, que incluem a Câmara Internacional de Transporte, a Intercargo, a Bimco e o grupo de petroleiros Intertanko, notaram que algumas empresas de transporte já se recusam a transitar pelo Golfo de Aden.

'A falta de ação persistente contra estes atos violentos pode levar os proprietários de navios a redirecionar seus barcos através do Cabo da Boa Esperança, com graves consequências para o comércio internacional, incluindo preços mais altos para a entrega de bens', disseram as empresas.

Os piratas estão atacando navios de entrega, incluindo petroleiros cheios e navios de transporte de gás, quase todos os dias, alguns com lançadores de granada, diz o conglomerado.

Os grupos afirmam que quase 40 sequestros aconteceram no Golfo de Aden somente este ano, com 133 tripulações sequestradas e 10 navios apreendidos.

O Birô Marítimo Internacional, sediado em Londres, estima que mais de 1.200 somalis e pelo menos seis grandes gangues estão envolvidos nos ataques.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG