Indústria do turismo faz apelo por imigrantes ilegais na França

PARIS - Proprietários de hotéis e restaurantes na França alertaram o governo, na segunda-feira, para a possibilidade de a indústria de turismo enfrentar um desastre se não for dada permissão de trabalho a centenas de imigrantes ilegais que operam no setor.

Reuters |

Cerca de 500 imigrantes que trabalham em várias indústrias diferentes iniciaram uma greve na última semana para demandar do governo o relaxamento de leis rígidas que os previne de obter residência na França apesar de terem trabalhos regulares.

Acredita-se que este é o primeiro movimento do tipo na França, e alguns sindicatos deram apoio à causa, dizendo que cerca de 150 setores precisam dos trabalhadores imigrantes para compensar a escassez de mão-de-obra doméstica.

A indústria de turismo diz ser particularmente dependente de estrangeiros para ocupações de baixa remuneração, como faxina e lavagem de pratos.

'Se essas pessoas não forem regularizadas, teremos que demiti-las e isso levará o caos total aos restaurantes de Paris', disse Andre Daguin, diretor da associação da indústria hoteleira francesa, à rádio RTL.

'Precisamos legalizar pessoas que trabalham com a gente, que pagam seus impostos e suas contribuições sociais...que fazem bem o seu trabalho, que nunca atacaram ninguém e levam uma vida normal', acrescentou. Ele reivindicou a concessão de permissão de trabalho e residência a um grupo entre 50 mil e 100 mil imigrantes.

O Partido Socialista, de oposição, e vários grupos de direitos humanos também exigiram na segunda-feira que o governo mostre mais flexibilidade na concessão de permissões de trabalho.

Rigidez do governo

O presidente Nicolas Sarkozy assumiu no ano passado prometendo ser duro com a imigração ilegal e imediatamente impôs à polícia metas para a expulsão de pessoas que estejam no país sem autorização.

Como parte desse esforço, em julho passado o governo disse a empregadores que eles deveriam checar junto a escritórios de administração locais para se assegurar de que seus funcionários tenham todos os documentos necessários para trabalhar na França.

Isso passou para as empresas o ônus de erradicar documentos forjados e está levando algumas firmas a demitir funcionários.

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