Indústria da aviação se compromete a diminuir impacto na mudança climática

Genebra, 22 abr (EFE) - Representantes da Embraer e dos principais nomes da indústria da aviação mundial, que se reúnem a partir de hoje em Genebra, se comprometeram a acelerar as medidas que diminuam seu impacto no meio ambiente, especialmente no aquecimento global, responsável pela mudança climática.

EFE |

Em declaração divulgada hoje na Cúpula de Aviação e Meio Ambiente, os participantes reconheceram suas "responsabilidades ambientais" e se comprometeram a fazer todo o possível para minimizar seus efeitos, preservando seu "papel de guia no desenvolvimento sustentável" da sociedade global.

Por isto, os principais executivos das companhias aéreas, empresas de aviação e organizações como a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) expressam sua intenção de impulsionar o desenvolvimento e a aplicação de novas tecnologias, especialmente para viabilizar combustíveis mais limpos.

No texto, os diretores também expressam sua disposição para otimizar a eficiência dos combustíveis de suas frotas e para melhorar a elaboração de rotas aéreas, a gestão do tráfego aéreo e as infra-estruturas aeroportuárias.

Com isto, a indústria de aviação pretende não aumentar as emissões de dióxido de carbono.

Para alcançar este objetivo, os signatários da declaração apelam aos Governos para que participem destes esforços realizando pesquisas apropriadas para conseguirem tecnologias mais limpas.

Além disso, a declaração pede aos executivos que tomem medidas urgentes para melhorarem a disposição do espaço aéreo.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), a aviação é responsável por 2% das emissões globais de CO2 e está previsto que até 2050 passe a ser responsável por 3%.

Segundo as mesmas fontes, a indústria de automóveis é responsável do 18% das emissões globais.

O diretor da Iata, Giovanni Bisignani, lembrou que, apesar de o transporte aéreo ser responsável por 2% das emissões de CO2, representa 8% do Produto Interno Bruto mundial.

Além da Embraer, participam da cúpula os presidentes e diretores de Airbus, Boeing, Bomberdier e British Airways, e entre os organizadores está também o Conselho Internacional de Aeroportos.

EFE mh/rr/fal

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