Indonésia pede pena morte a ex-czar anticorrupção

Jacarta, 19 jan (EFE).- A Procuradoria indonésia pediu hoje a pena de morte para Antasari Azhar, antigo czar anticorrupção, por ordenar o assassinato do marido de uma mulher com a qual mantinha uma relação adúltera.

EFE |

O julgamento aguarda sentença e se espera um pronunciamento em um mês.

As audiências causaram uma enorme controvérsia pela revelação do escândalo sexual do alto funcionário com uma mulher de 20 e poucos anos, a terceira esposa do diretor de uma empresa estatal.

O fato também gerou polêmica porque o acusado representava o braço-direito do presidente do país, Susilo Bambang Yudhoyono, na luta contra a corrupção.

"Isso é um engano. Deus tem um plano, o melhor plano. Deixo o julgamento para a opinião pública", afirmou Antasari Azhar hoje ao término da audiência.

A vítima do assassinato, Nasrudin Zulkarnaen, foi baleada em março do ano passado por um assassino de aluguel que dirigia ma motocicleta e que foi detido, julgado e condenado a 18 anos de prisão.

Alguns especialistas consideram esse julgamento parte da batalha travada pela Procuradoria e pela Polícia contra a Comissão para a Erradicação da Corrupção (KPK).

A KPK, criada em 2004, criou grande polêmica ao deter importantes empresários, parlamentares, um diretor do Banco Central e um promotor, assim como acusar e conseguir a destituição de vários altos cargos da Polícia e a Procuradoria.

A Indonésia é um dos países mais corruptos do mundo, segundo a organização Transparência Internacional. EFE jpm/sa

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