Indonésia impedirá acesso ao YouTube por curta contrário ao islã

A Indonésia bloqueará no fim de semana o acesso ao YouTube se o portal de vídeos na internet não retirar do ar os trechos do curta-metragem filmado contra o Islã por um deputado holandês, anunciou o governo indonésio.

AFP |


O ministério indonésio da Comunicação solicitou ao portal que retire do ar os trechos de "Fitna", que em árabe significa divisão no islã, filme de 17 minutos do deputado de extrema-direita holandês Geert Wilders.

O governo anunciou que se não receber uma resposta bloqueará o acesso ao site, com a colaboração dos provedores de acesso a internet.

Protestos

A polícia indonésia prendeu pelo menos 22 estudantes indonésios em Medan, na ilha de Sumatra, por um suposto ato de vandalismo contra o Consulado da Holanda durante um protesto contra o documentário.

As detenções aconteceram na tarde de quarta-feira, depois que um grupo de cerca de 50 jovens de diferentes universidades queimou uma bandeira holandesa na entrada da missão diplomática e atiraram pedras nas janelas do edifício.

A maioria dos detidos pertence à Associação de Estudantes Islâmicos Durante o ato, autorizado pela polícia, os jovens exigiram uma desculpa formal do governo holandês, e uma punição contundente para Wilders, que divulgou na semana passada seu filme pela internet.

O Conselho de Ulemás da Indonésia aconselhou os muçulmanos do país de forma extra-oficial a deixar de comprar produtos holandeses.

O documentário "Fitna", que significa caos ou enfrentamento em árabe, mistura imagens e informações sobre atentados terroristas e versículos do Corão 

A Indonésia, antiga colônia holandesa, é o maior país muçulmano do mundo.

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