Indonésia executa três condenados por atentado em Bali

JACARTA (Reuters) - A Indonésia executou três militantes muçulmanos condenados à morte pelo ataque com bombas a uma discoteca em Bali, em 2002, no qual morreram 202 pessoas, informou no domingo (sábado no Brasil) o canal de televisão TvOne, citando uma fonte não identificada. A emissora de TV disse que os militantes Imam Samudra, Mukhlas e Amrozi foram executados depois da meia-noite de sábado na ilha de Nusakambangan, em Java.

Reuters |

As execuções não puderam ser confirmadas de imediato por funcionários.

Anteriormente, funcionários haviam dito que depois das execuções os corpos seriam trasladados em helicóptero aos povoados de nascimento dos três: os restos dos irmãos Mukhlas e Amrozi iriam para Lamongan, no leste de Java, e Imam Samudra para Serang, no oeste da região.

Zakiah Darajad, mulher de Saumdra, escreveu uma carta aberta, lida por um parente em uma entrevista coletiva à imprensa em Serang.

"Espero que Deus dê o melhor a eles e o pior àqueles que lhes deram este tratamento injusto," dizia a carta.

Num comunicado divulgado por seus advogados antes das execuções, os homens disseram que seu sangue se converterá "na luz dos crentes e no inferno ardente para os infiéis e os hipócritas."

Em uma entrevista à Reuters no ano passado, os militantes disseram que só lamentavam que alguns muçulmanos tivessem morrido em consequência das explosões.

As duas explosões de 12 de outubro de 2002 deixaram 202 mortos, entre os quais 88 australianos e 38 indonésios, e foram um duro golpe para a indústria do turismo da ilha.

(Reportagem de Telly Nathalia)

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