Indonésia espera resultado de DNA para confirmar morte de Noordin Mohamed

A polícia indonésia indicou neste domingo que a eventual confirmação, através de exames de DNA, da morte do terrorista mais procurado do país, Noordin Mohamed Top, no ataque de sábado contra um de seus esconderijos demorará cerca de duas semanas.

AFP |

"O processo completo dos testes de DNA é padrão, e demora duas semanas", declarou o porta-voz da polícia, Nanan Soekarna, à AFP. "Os testes estão sendo realizados no hospital da polícia Kramat Yati", acrescentou.

Segundo as autoridades, Noordin Mohamed Top, suspeito de ser o cérebro do duplo e violento atentado de julho em Jacarta, morreu no sábado em uma operação antiterrorista no centro de Java.

Também foram mortos outros camicases que planejavam detonar um caminhão-bomba contra uma casa que pertence ao presidente indonésio Susilo Bambang Yudhoyono na periferia da capital.

A polícia, que prendeu dois suspeitos na sexta-feira perto do local, lançou o ataque na madrugada deste sábado, depois de 17 horas de cerco de mais de 75 policiais e no qual houve vários tiroteios e explosões.

A elite antiterrorista indonésia então entrou em ação e invadiu a casa, onde havia quatro ou cinco pessoas, inclusive Noordin Mohamed Top, cuja presença e suposta morte não foi ainda oficialmente confirmada.

De nacionalidade malaia, Noordin Mohamed Top é, segundo os especialistas um dos principais organizadores dos atentados mais violentos cometidos pela Yamaah Islamiya no início da década, entre eles o de Bali (202 mortos em 2002), o do hotel Marriot de Jacarta (12 mortos em 2003) e da embaixada da Austrália (10 mortos em 2004).

As autoridades também suspeitam que este ex-contador de 40 anos é o cérebro dos atentados contra os hoteis de luxo na capital indonésia que, em 17 de julho passado, causaram sete mortes.

Um grupo apresentado como a Yamaah Islamiya ("comunidade islâmica"), vinculado à Al-Qaeda, revindicou no final de julho, em seu blog, supostamente redigido por Noordin Top, o duplo atentado de Jacarta. A polícia não conseguiu confirmar a autenticidade da mensagem.

A polícia também afirmou ter matado neste sábado, numa operação em Jacarta, dois supostos camicases que preparavam um atentado perto da capital indonésia nas próximas semanas.

Segundo Bambang Hendarso Danuri, chefe da polícia, a operação contra esses dois homens permitiu descobrir o esconderijo de explosivos da organização de Noordin Mohamed Top, onde encontraram uma bomba de 100 kg, artefatos explosivos e um veículo transformado em bomba móvel.

Os dois também eram suspeitos de terem participado no atentado contra a embaixada da Austrália em Jacarta, em 2004.

Outros três homens, inclusive o que fez a reserva do quarto utilizado pelos camicases durante o duplo atentado de Jacarta, também foram presos.

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