Indonésia diz que terrorista mais procurado do país segue vivo

Jacarta, 12 ago (EFE).- A Polícia da Indonésia reconheceu hoje que o homem morto a tiros no sábado passado em Java não é o líder terrorista islâmico Noordin Mohammed Top, fugitivo mais procurado do Sudeste Asiático.

EFE |

O chefe da unidade de identificação da Polícia, Eddy Saparwoko, assegurou em coletiva de imprensa que as mostras de DNA extraídas do corpo não se encaixam com as de vários parentes de Noordin Mohammed Top.

As análises apontam que o homem morto é na verdade um florista que trabalhava para os hotéis JW Marriott e Ritz-Carlton, dois estabelecimentos de Jacarta que sofreram um atentado em julho passado. A Polícia o considerava um colaborador dos muçulmanos.

Após uma grande operação policial antiterrorista, Noordin Mohammed Top foi dado por morto no sábado pela imprensa indonésia, embora a Polícia nunca tenha confirmado a notícia.

Top é considerado o líder de uma facção radical cindida da Jemaah Islamiya (YI), o braço da Al Qaeda no Sudeste Asiático.

A Polícia indonésia o acusa de organizar o duplo atentado de julho contra dois hotéis de luxo de Jacarta, no qual nove pessoas morreram.

Top também é considerado o mentor do atentado ao hotel Marriott em 2003, que matou 12 pessoas; do ataque com carro-bomba à embaixada australiana em 2004, que matou 11; e do segundo atentado de Bali, cometido em 2005 e que deixou 23 mortos. EFE jpm/rr

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