Indonésia confirma morte de um dos terroristas mais procurados da Ásia

Sydney (Austrália), 10 mar (EFE).- O presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, confirmou hoje na Austrália a morte de Dulmatin, um dos terroristas mais procurados do Sudeste Asiático e acusado de ter realizado os ataques de Bali em 2002.

EFE |

Dulmatin, por quem os Estados Unidos ofereciam uma recompensa de US$ 10 milhões, supostamente foi o criador das bombas que foram utilizadas nos atentados, que causaram a morte de 202 pessoas, a maioria turistas estrangeiros.

Dulmatin foi um dos três islamitas que foram abatidos a tiros em uma operação antiterrorista nos arredores de Jacarta, onde também foram detidos dois suspeitos.

"Tenho uma boa notícia que anunciar: Podemos confirmar que um dos (terroristas) mortos era Dulmatin", assegurou Yudhoyno durante seu discurso perante o Parlamento australiano.

O suposto terrorista era um dos dirigentes da organização extremista Jemaah Islamiya, o braço da Al Qaeda no Sudeste Asiático.

Ele é especialista em informática e eletrônica, e há quase oito anos se escondia das forças de segurança nas selvas do sul das Filipinas e no norte da ilha de Bornéu.

As forças de segurança da Indonésia detiveram ou mataram nos últimos anos mais de 400 suspeitos de terrorismo, entre eles alguns importantes líderes extremistas, mas os especialistas consideram que os islamitas ainda contam com considerável capacidade operacional.

Nascida em 1995, a Jemaah Islamiya pretende estabelecer um estado islâmico na Indonésia, Malásia e no sul de Filipinas e Tailândia.

Mais de 200 pessoas morreram em cerca de 50 atentados atribuídos à organização. EFE mg-jpm/fm

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