Índios colombianos mantêm 8 reféns que acusam de golpe

Bogotá, 24 nov (EFE).- Índios de Orito, localidade do sudoeste da Colômbia, mantêm reféns quatro policiais e o mesmo número de civis, que acusam de tentar sair do povoado com dinheiro ilegal do esquema de pirâmides financeiras, disseram hoje autoridades regionais.

EFE |

Os agentes e os civis permanecem desde ontem na Casa Indígena de Orito, no departamento de Putumayo, na fronteira com o Equador e uma das regiões mais afetadas pelo golpe das pirâmides.

O comandante da Polícia na região, coronel Harold Martín Lara, disse em Orito que entre os civis retidos está Douglas Eduardo Rosero, filho da administradora da Global Vital, pirâmide que sofreu intervenção.

Lara explicou por telefone à rádio "Caracol" que Rosero, três agentes e quatro policiais formam o grupo de retidos pelos índios.

A retenção aconteceu quando Rosero tentava sair de Orito, a mil quilômetros de Bagdá, com escolta policial, que tinha solicitado no sábado por causa de ameaças feitas aparentemente por clientes da "pirâmide".

"A decisão de tirá-lo da cidade foi tomada porque estava sendo objeto de muitíssimas ameaças", acrescentou o oficial, que rejeitou versões segundo as quais os soldados e os civis estavam fugindo com dinheiro.

Rosero levava 7 milhões de pesos (US$ 2,971 mil), indicou Lara, mas esclareceu que se tratava de dinheiro para despesas pessoais.

O chefe policial disse que seus subalternos "cumpriam a missão de lhe dar proteção" até Mocoa, capital de Putumayo, destino final de Rosero.

"Esperamos que sejam entregues hoje e que o assunto seja esclarecido", prosseguiu Lara, que ontem teve uma primeira reunião com os índios, com a mediação de autoridades civis da localidade.

EFE jgh/wr/jp

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