Indígenas pedem unidade regional para enfrentar a globalização

ONG divulgou documento denunciando despojo de territórios e saque irracional dos bens naturais

AFP |

Uma organização indígena da Mesoamérica pediu esta segunda-feira, na Guatemala, a unidade dos povos aborígenes para enfrentar os efeitos da globalização, segundo declaração no âmbito do Dia Internacional dos Povos Indígenas.

"Esta data deve ser de luta dos nossos povos e de unificação dos esforços diante da prevalência de políticas e imposições que atentam contra os direitos coletivos dos povos e nacionalidades indígenas da região", diz o comunicado da Coordenação e Convergência dos Povos Originários da Mesoamérica.

Os indígenas da região se queixam de que historicamente sofreram o despojo de "territórios, o saque irracional dos bens naturais, os desalojamentos e deslocamentos forçados, a militarização das comunidades e a criminalização das reivindicações".

Segundo a nota, estas políticas se "implantam através do Banco Interamericano de Desenvolvimento, o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional, o Banco Centro-americano de Integração Econômica, a Agência de Cooperação Internacional dos Estados Unidos e as transnacionais".

Neste sentido, citam os "megaprojetos de mineração a céu aberto, represas, hidreléticas, a exploração petroleira, a expansão de monoculturas de cana-de-açúcar e de palma africana, que atentam contra a mãe Terra e divide os povos".

Também criticam o Plano Puebla Panamá e os tratados comerciais, especialmente com os Estados Unidos, e o Acordo de Associação com a União Europeia que, segundo eles, assinaram "à margem das denúncias e repúdios que, como povos, vimos fazendo pelo direito à vida".

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