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Indígenas do Equador condenam massacre na Bolívia e apóiam Morales

Quito, 13 set (EFE).- O movimento indígena do Equador condenou hoje a morte de 16 pessoas durante os protestos ocorridos no departamento boliviano de Pando (norte) e reiterou seu apoio e solidariedade ao presidente Evo Morales.

EFE |

Humberto Cholango, presidente da organização indígena da serra andina equatoriana, Ecuarunari, condenou "o massacre, agressão e racismo violento visto nestes dias na Bolívia, especialmente nos departamentos de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija".

"São agressões por parte da oligarquia boliviana, especialmente contra os emigrantes indígenas. Não podemos tolerar a estas alturas do século que continue existindo racismo e ódio contra um povo e contra os indígenas em qualquer parte do mundo", disse Cholango em comunicado de sua organização.

O líder camponês, que é também um dos líderes da Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie), expressou a "solidariedade e apoio a todo o povo boliviano, às organizações indígenas e camponesas".

"Fazemos nossa a posição valente do presidente Evo Morales, de declarar persona non grata e expulsar o embaixador dos Estados Unidos, por ser o responsável pela violência", afirmou Cholango, pedindo aos equatorianos para vigiar as ações da delegação diplomática americana em seu país.

Segundo Cholango, "seria perigoso" que pessoas opostas às mudanças na região "comecem a trabalhar com algo parecido à Bolívia", para tentar reproduzir os fatos violentos em outros países que levam adiante mudanças profundas.

"O nosso compromisso é defender qualquer povo irmão, que esteja sendo agredido por parte das oligarquias internas e pelo império americano", assegurou o líder indígena equatoriano. EFE fa/ma

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