Indicação de chanceler divide futuro governo do Paraguai

ASSUNÇÃO (Reuters) - A coalizão de centro-esquerda que governará o Paraguai a partir da semana que vem sofreu suas primeiras fissuras na terça-feira, quando cinco senadores romperam com o presidente eleito Fernando Lugo devido à escolha de Alejandro Hamed como chanceler do país. Políticos conservadores dizem que Hamed, ex-embaixador no Líbano, apóia abertamente a causa palestina.

Reuters |

Cinco senadores do Partido Liberal, o maior da coalizão, decidiram deixar a bancada governista por causa da indicação.

'Nós, liberais, temos de ser críticos e defender nossas idéias. Ser parte da aliança não significa ficar quietos quando achamos que o Executivo está cometendo erros', disse o senador Alfredo Jaegli a jornalistas.

'(Hamed) é uma pessoa polêmica demais para ser ministro de Relações Exteriores.'

O indicado já foi investigado por supostamente conceder vistos paraguaios irregularmente durante a guerra de 2006 entre Israel e a guerrilha libanesa Hezbollah. O processo foi arquivado por falta de provas.

A posse de Lugo, um ex-bispo católico, encerrará no dia 15 mais de 60 anos de hegemonia do Partido Colorado no Paraguai, um regime que ficou notório pela corrupção.

Lugo disse a jornalistas que alguns grupos oposicionistas querem sabotar seu governo, provocando escassez de combustível, cimento e medicamentos para hospitais públicos, além de raspar o caixa dos órgãos públicos às vésperas da posse dele.

Mas o futuro chefe-de-gabinete Miguel López Perito disse que 'tudo está completamente sob controle'. 'Sabemos os nomes das pessoas que estão gerando esse tipo de rumores e movimentos. E vamos agir quando for necessário.'

(Reportagem adicional de Mariel Cristaldo)

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