Indianos são condenados à morte por ataques de 2003 em Mumbai

MUMBAI (Reuters) - Uma corte condenou nesta quinta-feira à morte três indianos que foram considerados culpados por conspirar com um grupo militante paquistanês para realizar uma série de explosões em Mumbai em 2003, que matou ao menos 43 pessoas, informaram autoridades. As explosões foram de responsabilidade da organização com base no Paquistão Lashkar-e-Taiba, que Nova Délhi também culpa pelos ataques ocorridos em novembro de 2008 em Mumbai, que mataram 166 pessoas e aumentaram a tensão entre a Índia e o Paquistão.

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Na semana passada, Ashrat Ansari, Mohammad Hanif e sua mulher Fehmida foram julgados culpados pela conspiração com o Lashkar nas duas explosões em Mumbai em agosto de 2003 em um mercado de joias e em um local turístico que também feriu 200 pessoas.

"A corte decidiu pela pena de morte para os três culpados neste caso", disse o promotor público Ujjwal Nikam, que fez pressão para a pena de morte dos três, apesar dos argumentos para uma sentença menos rígida à mulher.

"Nós estamos felizes que mostramos que as pessoas responsáveis pelos atos de terror serão punidas da maneira mais adequada", disse.

A instauração do processo chegou à conclusão de que a conspiração foi criada em Dubai com outros diversos paquistaneses coautores da trama.

A sentença desta quinta-feira de uma corte especial acontece dias depois da Suprema Corte do Paquistão ter adiado uma audiência de apelação para decidir se iria voltar a prender o fundador do Lashkar, Hafiz Saeed, que foi preso após os ataques de Mumbai em novembro.

A Alta Corte de Lahore soltou Saeed em junho citando a falta de evidência contra ele.

(Reportagem de Rina Chandran)

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