Índia reforça segurança para passagem da tocha

As autoridades da Índia montaram nesta quinta-feira uma grande operação de segurança para acompanhar a passagem da tocha olímpica pela capital do país, Nova Délhi. Cerca de 15 mil policiais e militares tomaram o coração da cidade ao longo do roteiro previsto para a passagem da tocha, para tentar evitar os protestos contra a China, que organiza as Olimpíadas deste ano, pela recente onda de repressão no Tibete.

BBC Brasil |

A comunidade de 100 mil exilados tibetanos na Índia é a maior do mundo. O país também abriga o próprio governo tibetano no exílio, liderado pelo Dalai Lama.

Cerca de 50 manifestantes tibetanos foram detidos perto da embaixada da China nesta quinta-feira, a poucas horas da chegada da tocha olímpica à cidade.

Revezamento alternativo

Pela manhã desta quinta-feira, grupos de exilados tibetanos organizaram um revezamento alternativo da tocha , com a participação de políticos e celebridades indianos.

A tocha alternativa chegou ao final de seu trajeto cercado por bandeiras tibetanas e jovens com faixas na testa com os dizeres "Tibete Livre", segundo o correspondente da BBC Chris Morris.

Manifestantes tibetanos vêm mantendo protestos no centro da capital indiana por várias semanas em protesto contra as políticas da China no território.

Simbolicamente, a passagem alternativa da tocha começou no memorial dedicado a Mahatma Gandhi, líder da independência indiana e defensor dos protestos não-violentos.

Público longe

Ainda nesta quinta-feira, cerca de 70 pessoas, incluindo esportistas e celebridades, se revezariam para levar a tocha olímpica no revezamento oficial.

Além de cerca de 500 autoridades e de um grupo de crianças convidadas a assistir à passagem da tocha, o público em geral ficará mantido longe do percurso ao longo da avenida Rajpath, entre o palácio presidencial e o monumento Portão da Índia.

O percurso foi reduzido a um terço de sua distância original, por razões de segurança.

As autoridades também fecharam várias das principais ruas do centro da capital e bloquearam o acesso à área do percurso, provocando grandes congestionamentos.

A polícia também pediu aos funcionários de vários órgãos governamentais localizados ao longo do percurso que não tentassem observar a cerimônia de suas janelas por causa das ameaças de segurança.

Também foram distribuídos colchões e extintores de incêndio para os policiais se prepararem no caso de algum manifestante atear fogo ao corpo.

As autoridades não anunciaram o horário exato da passagem da tocha, por conta dos temores sobre os possíveis protestos.

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