Índia quer que Paquistão extradite 40 suspeitos

Por Krittivas Mukherjee NOVA DÉLHI (Reuters) - A Índia espera que o Paquistão entregue mais de 40 suspeitos de envolvimento com atentados e outros crimes, disse a chancelaria na quinta-feira, descartando no entanto uma ação militar contra o país vizinho.

Reuters |

"Entregamos (a Islamabad) listas de 40 pessoas, não 1, não 20 --listas de 40 pessoas, e também lembramos que sua recusa não irá resolver a questão", disse Pranab Mukherjee ao Parlamento indiano durante um debate sobre os atentados de novembro em Mumbai, que mataram 179 pessoas.

Anteriormente, a Índia havia solicitado ao Paquistão que extraditasse 20 suspeitos, alguns deles ligados ao ataque em Mumbai.

Questionado por parlamentares inflamados sobre a razão de não atacar o Paquistão após tantas supostas provas de sua cumplicidade com os distúrbios na Índia, Mukherjee replicou: "Essa não é a solução."

Islamabad ou nega a presença dos suspeitos procurados por Nova Délhi, ou alega que a Índia não apresentou provas suficientes para a extradição.

A lista inclui os fundadores de pelo menos dois grupos militantes da Caxemira, que enfrentam as tropas indianas nessa região disputada entre os dois países, e que segundo Nova Délhi estariam ampliando suas atividades para cidades indianas de outras regiões.

"Vocês podem negar, mas como vão convencer seu próprio povo quando esses rostos aparecerem na tela de TV?", disse Mukherjee, conclamando o Paquistão a se empenhar mais na prevenção do terrorismo.

Por causa da pressão internacional, o Paquistão já desativou diversos campos de treinamento de grupos islâmicos e prendeu alguns dirigentes procurados pela Índia, que no entanto não se satisfez.

"Por favor, continuem seriamente", disse Mukherjee, lembrando que Islamabad adotou medidas semelhantes na época do ataque islâmico ao Parlamento da Índia, no final de 2001.

"Portanto, se a isso não se seguir a conclusão lógica --completo desmantelamento da infra-estrutura disponível naquele lado para facilitar ataques terroristas, a proibição das organizações--, como isso nos ajuda?"

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