O governo indiano está pensando em suspender o processo de paz com Islamabad devido aos atentados de Mumbai, atribuídos a extremistas radicados no Paquistão, afirmou neste domingo a agência de notícias indiana Press Trust of India (PTI).

"Alguns membros do governo consideram que a Índia deveria suspender o processo de paz e o diálogo para mostrar que o massacre de Mumbai está sendo levado muito a sério", disse a agência, citando fontes oficiais que não quiseram ser identificadas.

O governo e o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, "estão profundamente chocados, pois têm a impressão de que o Paquistão não cumpriu com suas promessas de acabar com o terrorismo dirigido contra a Índia", acrescentou a PTI.

As mesmas fontes destacaram à agência indiana que "uma série de reuniões de alto nível será organizada nos próximos dias para tomar uma decisão".

Além disso, o balanço dos atentados de Mumbai foi corrigido neste domingo, com 172 mortos em vez de 195, anunciaram dirigentes indianos.

A célula de crise do estado de Maharashtra explicou que esta correção se deve ao fato de que algumas vítimas foram contadas duas vezes nos hospitais depois dos ataques.

Porém, um responsável disse à AFP que o balanço ainda pode aumentar a medida em que novos corpos vão sendo descobertos. Segundo o governador do estado, 293 pessoas foram feridas nos ataques.

Pelo menos 28 estrangeiros foram mortos nos atentados perpetrados por uma dezena de extremistas islâmicos bem armados na estação central de Mumbai, em um restaurante muito freqüentado, em um centro de cultura judaico e em dois hotéis de luxo.

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